Investimentos em TI se mantêm apesar da crise

tecnologia da informação PortalERPFG5 1b29aEsse é o resultado da recente pesquisa, divulgada neste mês de abril, pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP).

Gastos e os investimentos das empresas em TI ficaram estáveis com receita de 7,6% do faturamento líquido, em média, nos últimos três anos.

Apesar da recessão enfrentada pelo Brasil em 2016, os gastos e os investimentos das empresas em tecnologia da informação (TI) ficaram estáveis como proporção de receita, em 7,6% do faturamento líquido, em média, nos últimos três anos.

Esse é o resultado da recente pesquisa, divulgada neste mês de abril, pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), realizada com 2.540 médias e grandes.

Na 28ª pesquisa anual da FGV-EAESP-GVcia – Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas – liderada pelo professor Fernando Meireles, as instituições financeiras mais uma vez lideraram os investimentos, com 14,1% de seu faturamento.

Logo atrás, estão serviços (11%), indústria (4,5%) e comércio (3,5%), são os segmentos que menos investem em tecnologia. Em um comparativo, nos Estados Unidos, por exemplo, a média de investimento e gastos de TI nas empresas está na ordem de 12%.

Segundo o professor, é complexo comparar os gastos e investimento entre bancos e comércio, pois 1% para os varejistas, que têm baixas margens de lucros, tem grande impacto na receita, enquanto que nos bancos, esse percentual é baixo.

“Se por um lado, o sistema financeiro no Brasil é visto como o mais inovador e lidera os aportes em tecnologia, por outro, o comércio está atrasado, principalmente se olharmos para os supermercados, que têm baixa automação sistêmica”, acrescenta Meireles.

Mesmo assim, para o coordenador da pesquisa, o resultado surpreendeu mesmo estando no mesmo patamar dos últimos anos.

“Não esperava esse comportamento, especialmente pelo momento econômico que estamos passando no Brasil”, diz.

“Isso é espantoso diante de um cenário econômico adverso e pressão de redução de custos nas empresas. O que significa que o processo de informatização obriga as companhias a investirem em tecnologia”, avalia o professor.

“As empresas não têm como gastar menos. Elas perceberam que não dá para substituir uma economia de R$ 1 milhão em tecnologia por um gasto maior em outro setor”, explica.

A pesquisa “Administração e o uso da TI nas empresas brasileiras” também mostrou a liderança dos fornecedores de tecnologia no Brasil. O Windows, que completa 32 anos de existência, domina o mercado há pelo menos 20 anos. A base instalada desse sistema nas empresas brasileiras é de 73%.

Já as tecnologias de inteligência analítica (BI e CRM) são responsáveis por boa parte do lucro das fabricantes e estão ganhando representatividade conforme as organizações avançam em maturidade de adoção.

Fonte: Portal ERP

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