4 pontos essenciais para transformar sua indústria em 4.0

Virtualização é um dos conceitos chave da Indústria 4.0 (chombosan/Getty Images)

Virtualização é um dos conceitos chave da Indústria 4.0 (chombosan/Getty Images)

Conheça os principais conceitos e entenda como a integração de tecnologias físicas e digitais pode alavancar suas vendas

Imagine uma indústria em que todas as decisões do chão de fábrica são tomadas pelas próprias máquinas por meio de informações fornecidas em tempo real. Parece distante da realidade? Nada disso. A indústria 4.0 já existe em países como Estados Unidos e Alemanha, onde a integração de tecnologias físicas e digitais em todas as etapas de desenvolvimento faz com que máquinas conversem e troquem comandos entre si, armazenem dados na nuvem, identifiquem defeitos e façam correções sem necessidade de intervenção humana.

No Brasil, por enquanto, essa modernidade ainda não está tão avançada. Um estudo realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), no ano passado, mostrou que apenas 48% das indústrias nacionais utilizam alguma tecnologia digital considerada 4.0. Um possível motivo para esse atraso é que 43% das empresas consultadas pela CNI não conseguem identificar quais tecnologias têm potencial para alavancar a competitividade do setor industrial.

Inspirados neste artigo no site da TOTVS, listamos conceitos importantes para você conhecer e conduzir a sua indústria à era 4.0..

1. Internet das Coisas (IoT)

Institutos de pesquisa apostam que, a partir de 2020, a Internet das Coisas será o maior mercado de dispositivos do planeta. O Gartner aponta que, até lá, os investimentos em infraestrutura de IoT devem alcançar US$ 1,53 trilhão no mercado consumidor e US$ 1,47 trilhão no setor corporativo. São previstos algo como 200 bilhões de carros, aplicativos, maquinários e dispositivos realizando operações remotas, monitorando e fazendo a interação entre produtos conectados à internet em todo o mundo. Ou seja, se a sua indústria quer fazer parte dessa revolução, ela precisa acompanhar a essa tecnologia que une sensores, conectividade, big data e analytics. Em breve, a IoT deve ir além de fábricas, armazéns e centros de distribuição para chegar até casas, garagens e escolas, fazendo com que coisas e processos possam se comunicar, dizendo o que são, o que fazem, qual sua carga atual e sua geolocalização, entre outras informações.

2. Big data

O uso inteligente de um oceano de informações está transformando a relação das empresas com seus clientes e fornecedores no mundo todo. No ritmo em que essa transformação está ocorrendo, não é pessimismo dizer que a indústria que não estiver atenta para ela pode ficar para trás muito rapidamente. Cada vez mais é preciso colecionar dados confiáveis provenientes de várias fontes que sirvam de base para a tomada de decisão em tempo real. Se, no passado, uma indústria dispunha de meses para processar informações e decidir, hoje ela tem para isso horas, no melhor dos casos, ou minutos, na maior parte das vezes.

3. Nuvem

O Gartner aponta que, em 2020, uma política corporativa de não adoção do cloud (no-cloud) será tão rara quanto uma política de não adoção da internet (no-internet) é hoje. Não é difícil entender o motivo. Os serviços em cloud seguem regras criteriosas de segurança, oferecem alto grau de disponibilidade e backups diários e custam menos do que ter um profissional local na empresa. Dá para competir com isso.

4. Virtualização

Imagine poder visualizar toda a operação de uma unidade fabril remotamente, em tempo real, com dados sobre tudo o que acontece, inclusive perdas e paradas. Isso será possível, sim, com a digitalização e a sensorização das unidades fabris e seus itens. Os principais benefícios dessa modernização 4.0 são as inúmeras possibilidades de fazer simulações e estudos dos melhores tempos e formas de setup, capacitação de operadores – antes mesmo de as células de trabalho estarem montadas em linha -, análises de esforço e fadiga, prototipação com impressoras 3D, entre outros.

Fonte: Exame.com

 

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